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Dedina Bernardelli, “Em Destaque” com ela.

Dedina Bernardelli, “Em Destaque” com ela.

Dedina Bernardelli é a nossa convidada para a nossa coluna “Em Destaque” e nos recebeu com carinho e muita simpatia.
Atriz, filha de italianos, começou nos palcos contracenando com grandes nomes como: Felipe Camargo, Maurício Mattar, Bianca Byington e outros.
Participa do Movimento Humanos Direitos e também é engajada nas artes.

Dedina é  casada com o renomado artista plástico carioca José Bechara.

Dedina conquistou o prêmio “Kikito” em 2003 como melhor atriz com o curta-metragem Jonas, de Allan Sieber e em 2008 recebeu o prêmio de melhor atriz com o longa metragem Adágio Sostenuto, no Festival Ibero Americano de Sergipe.
Sua trajetória passa por muitos personagens tanto no teatro quanto na tevê e no cinema.

Foram muitos queridos por todos nós como a Helena de Transas e Caretas, Ângela Flores “Roque Santeiro”, Helena Cardoso “Paraíso Tropical”, Pia “Desejos de Mulher”, Marília  de “Malhação” e em 2014 participou da Série Dupla Identidade de Glória Perez no papel de Celina, esposa de Dias (Marcello Novaes) e mãe de Tati (Brenda Sabryna).

No cinema: Os Vagabundos Trapalhões, A Dona da História, Jonas, Adágio Sostenuto, No Meu Lugar, Ponto Final, Disparos e Primeiro Dia de Um Ano Qualquer.

No teatro: Capitães da Areia, Apareceu a Margarida, O Guarani, Os Menestréis, M. Butterfly, Idéias Íntimas- Alvares de Azevedo, Confissões das Mulheres de 30, Lábios que Beijei e O Herói do Mundo Ocidental.

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Dedina Bernardelli/foto: Jorge Bispo

Vamos conhecer mais um pouquinho dessa atriz, que é bela, elegante e dona de um sorriso cativante e que nos conta muitas novidades por vir…
Segue o nosso bate papo com Dedina:

CM: Como você descobriu que queria ser atriz?

Dedina: Foi aos poucos, fazia teatro na escola com Lucia Coelho, que era uma apaixonada pelo seu trabalho. Depois disso, aos 12 anos fui estudar no Tablado levada por uma grande amiga, Danielle Eça , que era enteada do Domingos de Oliveira, meu mestre. Parei tudo para fazer vestibular de Biologia pois meus pais queriam algo mais sólido(rs… quem diria!). No mesmo dia em que me matriculei na faculdade me matriculei também em dois cursos de teatro, um com Carlos Wilson , que proporcionou minha estreia em teatro em “Capitães da Areia” e outro com Clovis Levy.

Fui tomada pela paixão, me sentia plena no palco. Parecia que dentro do teatro a vida fazia real sentido. Não foi planejado, mas quando vi o teatro tinha tomado tamanha proporção em minha vida que entendi que sem ele não poderia ser feliz.

CM: Qual personagem que você mais gostou de fazer no teatro ou tevê, por quê?

Dedina: As personagens são como filhos, não dá para escolher. Tenho profundo carinho por todas. Talvez tenha tido mais prazer com algum por ter a oportunidade de desenvolver mais as nuances de sua personalidade e conflitos. Alguns são mais desafiadores. Amo a Dora de Capitães da Areia, minha primeira personagem.

Cleonice, das “Guerreiras do Amor”, tonta e apaixonada; Giulianella Priore de “Sábado , Domingo, Segunda” que me deu a oportunidade de conhecer a inesquecível Yara Amaral; Pegeen de Ö Herói do Mundo Ocidental” com sua firmeza e aspereza; Duda da novela “Carmen”, apaixonada e determinada; Isolda da novela “Salomé” e sua fidelidade; Helena de “Paraiso Tropical” com sua força e generosidade e todas as outras que sempre me ajudam a experimentar novos sentimentos e emoções.

CM: Qual conselho você daria a alguém, especialmente adolescentes e crianças, que querem ser atriz ou ator não só do teatro, como também de televisão?

Dedina: Estudem, observem as pessoas e atores que admiram. Essa é a hora de aprender e para isso é preciso exercitar o erro. Uma pessoa pode ter talento nato, mas precisa desenvolver a técnica. Façam a maior variedade possível de aulas: canto, dança, dicção, historia do tetro. Leiam os grandes autores e peças para que possam criar um repertório próprio. Aproveitem esse tempo importante pois quando se começa a trabalhar fica mais difícil arrumar tempo para tudo isso. E se permitam errar, pois o acerto vem de muito tempo de exercício.

CM: Você tem algum projeto (seu) no momento, para o futuro?

Dedina: Sim. Além de estar me preparando para a próxima novela da Record tenho um projeto de teatro. Fiz uma tradução do italiano de um texto de Carlo Goldoni que me apaixonei. Estamos em fase de captação. A direção será de Victor Garcia Peralta. Além disso estou preparando meu próprio site e também escrevendo as Mulheres de 50 com Clarice Niskier, Priscilla Rozembaum e Cacá Mouthé, com ajuda do nosso mestre Domingos de Oliveira.

Muitos projetos!

CM: Como você encara a situação de viver num país em que o teatro recebe apoio tão pequeno por parte do governo e de empresas privadas?

Dedina: Acho que temos muito a aprender no Brasil. Ainda somos muito individualistas. Tive a oportunidade de conhecer o Japão, lá eles entendem verdadeiramente a ideia de respeito ao próximo e a ideia do coletivo. Acho que é preciso entender que apoiar a cultura é um meio de enriquecer esse coletivo, mas ainda falta essa compreensão. Acredito que isso vai melhorar. Algumas empresas já perceberam isso e apoiam. É preciso transparência também por parte dos produtores para criar confiança. Estamos caminhando.

CM: Quais são seus livros e autores favoritos?

Dedina: Gosto do português Gonçalo M Tavares, especialmente do livro “Uma Viajem a Índia”, meu exemplar está todo sublinhado. Goetzee também é incrível, posso citar “Desonra” como meu preferido. Haruki Murakami (que me foi apresentado por minha filha) e Manuel Antônio Pina são também incríveis. Seria uma lista, mas acho que já esta bom para começar.

CM: Há alguma outra profissão que você apreciaria exercer, que não fosse a de atriz?
Dedina: Fiz faculdade de Biologia , adorava mas não deu para seguir pois comecei cedo a trabalhar. Gostaria de ter estudado musica. Quem sabe numa próxima nasço cantora..rs

CM: Você faz exercícios e como cuida da sua saúde?

Dedina: Sim, faço ginastica, dança, caminho muito. Procuro me alimentar bem e duas ou três vezes por ano faço um detox de uma semana para limpeza total. Tenho dermatologista pois precisamos estar com a pele em ordem. Uma atriz precisa de um corpo maleável para receber os personagens, que muitas vezes tem hábitos e corpo completamente diferentes dela mesma.

CM: Sua maior qualidade?

Dedina: Que pergunta difícil.(risos) Autoelogio não…
Talvez a capacidade de aceitar as diferenças. Respeito todas as opiniões mesmo que não sejam iguais as minhas. Respeito ao próximo. Amo as pessoas e a vida. Tenho profunda gratidão pela existência.

CM: Sua maior conquista?

Dedina: O amadurecimento.

CM:O que você acha desses novos meios que (produzem) celebridades como o Youtube?

Dedina: É valido se não fizermos mal ao próximo. Acho maravilhoso as pessoas poderem se expressar por novos meios. Esse canal possibilita uma variedade de expressão muito interessante. Temos de tudo, cabe a nos filtrar o que é bom e o que não nos interessa. Precisamos aprender a fazer isso e ensinar aos nossos filhos também. Dá trabalho, mas trabalho é bom.

CM: Conte-nos um pouco da sua personagem na próxima novela da Record O Rico e Lázaro?

Dedina: Dinah é uma mulher de família e de fé, mas mesmo assim consegue ter amor por quem não compartilha de seus ideais. Ama profundamente seu marido e seus filhos. Gosta de cuidar de seu jardim portanto tem uma relação com a vida de respeito a natureza das coisas. Ela é puro amor.

Fotos assinadas por Jorge Bispo para o Editorial do site de Dedina Bernardelli


Alguns trabalhos de Dedina:

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Domingos de Oliveira e Dedina Bernardelli/ foto: Acervo Dedina Bernardelli

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Capitães da Areia, Dedina Bernardelli e elenco. Teatro dos Quatro/Acervo Carlos Wilson

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Dedina Bernardelli em “Cartas de Amor – Electropoprockopera musical”/foto: Flávio Graff

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Dupla Identidade, Marcelo Novaes e Dedina Bernardelli/ foto: Divulgação

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Feminices (cinema) direção de Domingos de Oliveira.

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Dedina Bernardelli em Ponto Final, cinema

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Dedina Bernardelli, Adagio Sostenuto/foto: Pipa Distribuidora

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Dedina Bernardelli e Licuro Espínola, No Meu Lugar.

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Domingos de Oliveira e Dedina Bernardelli/ foto: acervo Dedina Bernardelli


Nossa coluna Em Destaque, é conteúdo exclusivo do Cidade da Mídia, pedimos por gentileza que não usem o material da entrevista, sem pedido prévio.
Sanny Soares, editora do Cidade da Mídia


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Natural de Brasília, carioca de coração. Artista Plástica, desenhista, poetisa e fotógrafa. Começou cedo nas artes, fazendo caricaturas dos amigos ainda no Colegial, fez desenho livre no Oberg Cursos de Desenho e seus quadros seguem o realismo, tendo como mestres Edward Hopper, Gustave Caillebotte e Amadeo Modigliani. Em sua estante tem biografias como de Walt Disney, Victor Hugo e Tony Blair entre outros que fizeram história. Na fotografia desde 2005, fez revelação de fotos em laboratório, época da fotografia Analógica, se rendeu a era digital tendo fotos publicadas em sítios de fotógrafos como o site Olhares e o Fine Art, ambos tendo autores portugueses em sua maioria e participou de muitos Workshops desde então, sendo um deles ministrado pelo grande fotógrafo português Manuel Madeira. Como boa pisciana, arrisca algumas poesias, tendo algumas publicadas no site “Pensador”. Fez exposições de seus quadros em 2014. Se define como amante das artes e dispara que nada sabe, o aprender acontece todos os dias. Colaboradora de vários sites de mídias, com trabalhos publicados em muitos lugares de destaque.

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